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segunda-feira, 18 de julho de 2011

We are the river flow

O que perturba os homens não são as coisas, e sim as opiniões que se têm em relação às coisas. A opinião que reina em relação a alguma coisa é que a faz parecer HORRÍVEL aos nossos olhos. A opinião distorce a realidade. Portanto, quando estivermos embaraçados, perturbados ou penalizados, não o atribuamos a outrem, mas a nós próprios, ou seja, às nossas próprias opiniões! 
Assim, uma tristeza é um lago morto dentro de nós... uma alegria um dia de sol em nosso espírito. 
Epicteto e Fernando Pessoa

Bonjour!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Queremos ser estimados pelas pessoas que estimamos

Enquanto pude julgar favoravelmente os homens, ou pelo menos certos homens, os juízos que eles faziam a meu respeito não me podiam ser indiferentes. Via que os juízos do público são muitas vezes justos; mas não via que essa justiça resultava do acaso, pois as regras sobre as quais os homens fundamentam as suas opiniões são extraídas apenas das suas paixões ou dos seus preconceitos e que, mesmo quando ajuizam bem, é frequente que esses bons juízos nasçam de um mau princípio. Assim como acontece quando fingem honrar o mérito de um homem, não por espírito de justiça, mas para se dar "ares de imparcialidade", ao mesmo tempo que caluniam à vontade esse homem...
Compreendi que os meus contemporâneos eram, em relação a mim, nada mais do que seres mecânicos que não agiam senão levados pelo impulso e cuja ação eu só podia calcular pelas leis do movimento. Fosse qual fosse a intenção, a paixão que eu tivesse admitido existir nas suas almas, jamais teriam explicado a sua conduta para comigo. Foi por isso que as suas disposições interiores passaram a não significar nada para mim; passei a não ver neles mais do que massas que se movimentam, desprovidas, a meu respeito, de qualquer moralidade. 
Jean-Jacques Rousseau

Bonjour!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Carl Jung em meus jardins

Passou no seu casamento por aquilo que é quase um fato universal - os indivíduos são diferentes uns dos outros. Basicamente, constituem um para o outro um enigma indecifrável. Nunca existe acordo total. Se cometeu algum erro, esse erro consistiu em ter-se esforçado demasiadamente por compreender totalmente a sua mulher e por não ter contado com o fato de, no fundo, as pessoas não quererem saber quais os segredos estão adormecidos na sua alma. É também por este motivo que tantas pessoas se refugiam na própria solidão, onde não serão incomodadas. Quando nos esforçamos demasiado por penetrar noutra pessoa, descobrimos que a impelimos para uma posição defensiva e que ela cria resistências porque, nos nossos esforços para penetrar e compreender, ela sente-se forçada a examinar aquelas coisas em si mesma que não desejava examinar. Toda a gente tem o seu lado obscuro que - desde que tudo corra bem - é preferível não conhecer.
Carl Jung

Bonjour!

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