segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Body Art









Houve um tempo em que o único lugar onde se podia encontrar uma mulher tatuada era em Freak Show, circos ou feiras exóticas. Tatuagens eram coisas de tribos indígenas, marinheiros e motociclistas rebeldes. No final do século XIX e durante metade do século XX, as tatuagens eram raras e pagava-se para ver "pessoas tatuadas". Os circos foram os principais expoentes para os amantes da body art. Foi através deles que mulheres como Jean Furella e Betty Broadbent tornaram-se estrelas das feiras freaks. Esse estilo de vida acabou gerando uma subcultura formada por amantes da body art, e hoje existem todos os tipos de sites e cultos a garotas que misturam a doçura de uma Lolita de Nabokov com o charme e glamour das pin-ups.
Bonjour!

Vintage Style Surf













Bonjouur!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Miss you!

"As perturbações da memória estão ligadas às intermitências do coração..."
[Marcel Proust, in "Sodoma e Gomorra"]

"É realmente inacreditável como a vida da maioria dos homens flui de maneira insignificante e fútil, quando vista externamente, e quão apática e sem sentido pode parecer interiormente. As 4 idades da vida que levam à morte são feitas de ânsia e martírio extenuados, além de uma vertigem ilusória, acompanhada por uma série de pensamentos triviais. Assemelham-se ao mecanismo de um relógio, que é colocado em movimento e gira, sem saber por quê. E toda a vez que um homem é gerado e nasce, dá-se novamente corda ao relógio da vida humana, para então repetir a mesma cantilena pela enésima vez, frase por frase, compasso por compasso, com variações insignificantes..."
[Arthur Schopenhauer, in "O Homem- Um mecanismo de relógio"]

"Nenhum código, nenhuma instituição humana pode prevenir o crime moral que mata com uma palavra. Nisso consta a falha das justiças sociais; aí está a diferença que há entre os costumes da sociedade e os do povo; um é franco, outro é hipócrita; para um, a faca, ao outro, o veneno da linguagem ou das ideias; para um a morte, ao outro a impunidade!"
[Honoré de Balzac, in "O Crime da Palavra"]

Bonjour ilha!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Se morro, não morrerei totalmente..."

"Quando eu pinto, o oceano ruge. Os outros respingam ao redor da banheira..."

"Pintar é uma parte infinitamente minuta da minha personalidade..."

"Eu não pinto um retrato para se parecer com a pessoa, mas sim para fazer a pessoa progredir e se parecer com seu retrato..."

"Aos seis anos eu queria ser cozinheiro. Aos sete eu queria ser Napoleão. E minha ambição foi crescendo firmemente desde então..."

"Desenhar é a integridade da arte. Não há possibilidade de trapacear.
Ou é bom ou é ruim..."

"O Surrealismo é destrutivo, mas ele destrói somente o que acha que limita a nossa visão..."

"Esta tragédia grandiosa que chamamos de arte moderna..."

"Abaixei desconfortavelmente de joelhos, e quase que imediatamente levantei cansado daquilo..."

"Os erros são quase sempre de uma natureza sagrada. Nunca tente os corrigir. Pelo contrário: racionalize-os, compreenda-os a fundo. Depois disso, lhe será possível sublimá-los..."

"Deixe meus inimigos devorarem uns aos outros..."

O Dalí escritor não é um personagem menor frente ao Dalí pintor. Ao contrário: é tão importante como o Dalí pintor. O próprio Dalí dizia que gostaria de ser recordado não como pintor e sim como escritor...
Bonjour!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O guerreiro

[O guerreiro/1982- Salvador Dalí]

O que fazes fala tão forte,
que posso não ouvir
o que dizes...

Bonjour!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O último dia do tempo

[Salvador Dalí]

O último dia do ano não é o último dia do tempo.
Outros dias virão e novas coxas e ventres te comunicarão o calor da vida.
Beijarás bocas, rasgarás papéis, farás viagens e tantas celebrações
de aniversário, formatura, promoção, glória, doce morte com sinfonia e coral,
que o tempo ficará repleto e não ouvirás o clamor,
os irreparáveis uivos do lobo, na solidão.
O último dia do tempo não é o último dia de tudo.
Fica sempre uma franja de vida onde se sentam dois homens.
Um homem e seu contrário, uma mulher e seu pé,
um corpo e sua memória, um olhar e seu brilho,
uma voz e seu eco, e quem sabe até Deus…
Recebe com simplicidade este presente do acaso.
Merecestes viver mais um ano.
Desejarias viver sempre e esgotar a borra dos séculos.
Teu pai morreu, teu avô também.
Em ti mesmo muita coisa já expirou, outras expreitam a morte,
mas estás vivo. Ainda uma vez estás vivo, e de copo na mão
esperas amanhecer.
O recurso de se embriagar. O recurso da dança e do grito,
o recurso da bola colorida, o recurso de Kant e da poesia,
todos eles… e nenhum resolve.
Surge a manhã de um novo ano. As coisas estão limpas, ordenadas.
O corpo gasto renova-se em espuma. Todos os sentidos alerta funcionam.
A boca está comendo vida. A boca está entupida de vida.
A vida escorre da boca, lambuza as mãos, a calçada.
A vida é gorda, oleosa, mortal, sub-reptícia...

[Carlos Drummond de Andrade]
Bonjour poetas!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

De volta à Casa de Dalí

Dalí's Acústico Bar!
Suas noites de cara nova :)

Amigos, quem sabe um dia não venham ouvir/tocar jazz nas nossas noites, trabalho num lugar lindo onde o jazz, o blues, o piano, a guitarra, a arte e a comida mediterrânea nunca se atrapalham... e é mais perto que a Espanha, rs...

Saudações marítmas prá todos,
Foquinha!
*
Welcome 2010!

Welcome Dalí!