domingo, 1 de novembro de 2009

O dia em que nascí...

"Os filhos dos seus bisnetos não saberão nada sobre você. Na melhor das hipóteses, muito pouco. Ouvirão algumas histórias nas reuniões de família, verão uma fotografia num álbum amarelado ou num arquivo escondido de um computador. Um vídeo, talvez. Mas, acredite: eles não saberão de você do jeito que você se conhece. Não saberão para que time você torce, nem se você gosta de rock ou se prefere jazz. Ninguém lhes contará que você já foi ao Egito, ou que sabe fazer mousse de maracujá. Nunca imaginarão que você já teve uma banda ou que escreve poesias. Nem que você consegue desenhar cavalos, que é a coisa mais difícil deste mundo. Ou que chegou a dirigir uma empresa, antes de se aposentar e ir viver lá no meio do mato com os sacis. Muito menos que sua paixão era a dança e que você já se apresentou no Municipal. 

Jamais saberão como é a sua voz. Se a sua risada é estrondosa ou discreta, ou como você gosta de pentear os cabelos. E que você sempre chora nos filmes de amor. Dos nossos avós a gente costuma se lembrar bem. Com um pouquinho de sorte, dos bisavós também guardamos alguma recordação. Mas poder abraçar os trisavós é para poucos. Ter tomado um chá da tarde com os tataravós, definitivamente, é raridade. Pena. A gente deveria saber mais das pessoas de onde viemos. Para ter uma ideia de como chegamos aqui e para onde vamos. Mas para isso cada um precisa fazer sua parte: contar muitas histórias aos filhos, várias vezes, até enjoar. Para que eles as contem aos seus e assim por diante. E, do mesmo jeito que se aprende História – do mundo, do Brasil – na escola, deveríamos ter também uma matéria chamada “A sua História”. Onde a gente aprendesse a escrever os livros de família de um jeito diferente, cheios dos detalhes essenciais que geralmente passam desapercebidos. E também a plantar em grandes cadernos de desenho a nossa árvore genealógica, não só com seus ramos. Com as flores também."

[Silmara Franco, in "Os filhos dos seus bisnetos"]


Parabéns a todos que, com suas próprias histórias, passaram sua árvore adiante! De geração à geração, como a minha família!

Bonjour dia 1°, bonjour escorpianos!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Diwali- The best wishes




Diwali é uma festa religiosa hindu, conhecida como o festival das luzes e a luz representa a libertação da ignorância. Casas são iluminadas, pintadas e especialmente decoradas para a ocasião. Isto acontece sempre entre o final de outubro e a primeira quinzena de novembro, durante a lua crescente. Pobre ou rico, velho ou jovem, religioso ou ateu, todos na Índia celebram Diwali.
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A quick post of inspiration for Diwali, from various Indian design magazines. Well, you have to dream big don't you? I hope you all have a nice day. Now I go to meditation!

Bonjour friends! Bonjour Índia! :)


















Happy Diwali!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

Demasiado humano

"Porque nós não sabemos tudo, pois não? Toda a gente sabe... é a banalização do saber! O que faz as coisas acontecerem da maneira que acontecem? O que está subjacente à anarquia da sequência dos acontecimentos, às incertezas, às contrariedades, à desunião, às irregularidades chocantes que definem os assuntos humanos? Ninguém sabe, Roux!!! Essa postura-anã de que "toda a gente sabe" é a invocação do lugar-comum e o inimigo da banalização da experiência, e o que se torna tão insuportável é a solenidade e a noção de AUTORIDADE que as pessoas sentem quando exprimem o lugar-comum... O que nós sabemos, de um modo que não tem nada de lugar-comum, é que ninguém sabe coisa nenhuma. Não podemos saber nada. Mesmo as coisas que sabemos, não as sabemos. Intenção? Motivo? Consequência? Significado? É espantosa a quantidade de coisas que não sabemos. E mais espantoso ainda é o que passa por saber/ sem se saber..."
[Philip Roth, in "A Mancha Humana"]
"Vinte séculos inteiros e completos e não inventaram uma explicação do sofrimento; sofre-se em comparação com o que é "não sofrer", e nenhum homem saudável quer ser educado previamente para o que é mau... Já não se treina a resistência à dor: evita-se, sim, a mistura com essa 'coisa' repelente..."
[Gonçalo Tavares, in "A Máquina de Joseph Walser"]
"O hábito de me recolher a mim mesmo acabou por me tornar imune aos males que me acossam, e quase me fez perder a memória deles... Desse modo, aprendi com base na minha própria experiência que a fonte da felicidade reside dentro de nós e que não está no poder das coisas e dos homens fazer com que fique realmente desgostosa uma pessoa determinada a ser feliz. Por anos desfrutei regularmente de alegrias interiores que só almas gentis e afetuosas dividem numa vida de suavidade, contemplação e paz..."
[Jean-Jacques Rousseau, in 'Caminhante Solitário']
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Bonjour meus queridos, desculpe a correria e a demora, adorei vê-los nos coments, mercí, thanks, obrigadaaa... E gente, voces nadam num silêncio por aquí, de não respirar, rs... obrigadão mesmo assim! Ps: Não conseguí enviar o som, tudo em pane, tô teclando da lacraia...
Beijos de foca! :)

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