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domingo, 18 de dezembro de 2011

Wings


Debaixo da sombra do céu, é como se o céu segurasse a noite para o alto e se preparasse para deixá-la cair, imensa, sobre nós.


Bonsoir!

José Luís Peixoto

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sem pisar nos riscos...

Em todos os países do mundo, mesmo nos mais distantes, aprendemos que as crianças, quando caminham nos passeios, não devem pisar os riscos das pedras...
J.L. Peixoto

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Palavras tingidas de tempo...

Palavras escritas a  crescerem da terra, palavras ou lâminas a avançarem rente ao ossos, como letras que fossem machados invencíveis...
José Luís Peixoto

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A tingir-se de tempo

As manhãs envolviam a terra de névoa repetida, que era a maneira mais sólida de existirem...
Não imaginavam o fim do mundo, porque não imaginavam o fim das manhãs...
José Luís Peixoto

Bonjour!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Girassóis ao sol

Havia uma aragem breve que trazia esse perfume 
durante um instante de que não se distingue o fim,
porque, depois do fim, permaneceu a memória.
José Luís Peixoto
Bonjour!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Incêndio que nos afoga

 Gabriel Aubry
"Na rua, onde os nossos olhares se encontram é noite... as pessoas não imaginam: são tão ridículas as pessoas, tão desprezíveis... as pessoas falam e não imaginam... nós olhamo-nos... fingir que está tudo bem... o sangue a ferver sob a pele igual aos dias antes de tudo... tempestades de medo nos lábios a sorrir... Olhas-me e só tu sabes... ferros em brasa, fogo, silêncio e chuva que não se pode dizer..."


José Luís Peixoto
Bonjour!

sábado, 24 de julho de 2010

Talvez a lua

[Tamara-Toumanova-1953 by P. Halsman]

"As suas mãos eram como borboletas a morrerem 
sobre o teclado..."
[Edward Villela-1961]
"As pernas a tentarem destruir o mundo de uma maneira que os meus braços 
não eram capazes..."

José Luís Peixoto

domingo, 26 de outubro de 2008

José Luís Peixoto - Pt

[Pintura de Norman Rockwell/ Olavo Saldanha]

"...escondia até de mim a certeza de que o tempo iria tomar alguma decisão... o tempo mistura a verdade com a mentira...
o tempo, conforme um muro, uma torre, qualquer construção, faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira...
aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido, e com aquilo que me contaram que aconteceu...
a minha memória não é minha... a minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento..."

José Luís Peixoto

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