quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Jean-Christophe by Romain Rolland

"Cada um vê o mundo à sua imagem. Aquêles cujo coração é desprovido de vida, vêem o universo dessecado, e não imaginam os frêmitos da espera, da esperança e do sofrimento que enchem as almas jovens... ou, se os imaginam, julgam-nos friamente, com a pesada ironia de um corpo empanturrado."
[Romain Rolland]
"Possuía a qualidade mais preciosa da vida: uma curiosidade juvenil, que os anos não alteravam, e que renascia todas as manhãs. Não tinha talento bastante para utilizar êsse dom, mas quanta gente de talento o teria invejado! A maioria dos homens morre dos 20 aos 30 anos; decorrido esse período, nada mais são do que um reflexo de si mesmos; passam o resto da vida a macaquearem a si mesmos; e a repetirem de modo cada vez mais mecânico e caricatural, o que disseram, fizeram, pensaram e amaram, no tempo em que eram."
[Romain Rolland]
"Não era um mau homem, mas, sim, um homem bom pela metade, o que talvez seja pior; fraco, sem energia, sem força moral, embora julgando-se bom pai, bom filho, bom marido, bom homem, e sendo-o talvez, se para isso bastasse uma bondade fácil, que se enternece facilmente, e essa afeição animal que faz querer aos seus como a uma parte de si mesmo. Nem mesmo se podia dizer que era egoísta: não possuía bastante personalidade para sê-lo. Não era nada. Coisa terrível na vida, essas pessoas que não são nada! Como um peso inerte, que se solta no ar, elas tendem a cair e é preciso absolutamente que caiam; e, na queda, arrastam tudo o que está com elas."
[Trechos de "Jean-Christophe"/1923, de Romain Rolland]
Bonjour!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

The climber

"Carregar fardos eternos não é a lei do homem. Não, não, não, basta de párias, basta de escravos, basta de forçados, basta de condenados! Quero que um dos atributos do homem seja um símbolo de civilização e um modelo de progresso; quero a liberdade perante o espírito, a igualdade perante o coração, a fraternidade perante a alma. Basta de jugo! O homem não foi feito para arrastar cadeias, mas para abrir asas. Não quero o homem réptil. Quero a transfiguração da larva em lepidóptero; quero que o verme se transforme numa flor animada e vôe..."
[Victor Hugo, in "Noventa e três", vol-II]

Maira Kalman - illustrator, author and designer

Ms. Kalman é uma ilustradora, escritora e designer, tem escrito e ilustrado 12 livros de crianças, criou uma história de um painel para o Museu Rosenbach e Biblioteca do Século 21, e seu trabalho é mostrado na Julie Saul Gallery, em Manhattan. Ms. Kalman vive em Nova York e ministra cursos de pós-graduação em design na Escola de Artes Visuais.
***
Ms. Kalman is an illustrator, author and designer whose last column for Op-Extra, "The Principles of Uncertainty," ran from May of 2006 to April of 2007 and has been published as a book. She has written and illustrated 12 children's books, and her artwork is featured in a recent edition of Strunk and White's "Elements of Style." She recently created a panel story for The Rosenbach Museum and Library's 21st-Century Abe Web project. Her work is shown at the Julie Saul Gallery in Manhattan. Ms. Kalman lives in New York City and teaches graduate courses in design at the School of Visual Arts.
Bonjour Ms. Kalman!

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